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domingo, 17 de abril de 2016

Gabarito -avaliação substitutiva 1º bimestre - Língua Potuguesa



AVALIAÇÃO SUBSTITUTIVA DE LÍNGUA PORTUGUESA – 1º BIMESTRE

Leia o texto abaixo:
Quanto vai restar da floresta?
No fim do ano passado, cientistas do Brasil e dos Estados Unidos fizeram uma previsão que deixou muita gente de cabelo em pé: quase metade da Amazônia poderia sumir nos próximos 20 anos, devido a um projeto de asfaltar estradas, canalizar rios e construir linhas de força e tubulações de gás na floresta.
O governo, que é responsável pela preservação da Amazônia e pelas obras, acusou os cientistas de terem errado a conta e estarem fazendo tempestade em copo d’água. Você deve estar pensando, no final das contas, se a floresta está em perigo. A resposta é: se nada for feito, está.
Fonte: Cláudio Ângelo, Folha de São Paulo, São Paulo, 10/02/2001.

1. No texto, o autor está se dirigindo:
a) Aos cientistas.
b) Ao governo.
c) A um amigo.
d) Ao leitor.

Observe o quadrinho abaixo:

2 - O que torna o texto engraçado é que:
a) Cebolinha estava correndo do coelhinho da Mônica.
b) O coelhinho tomou rumo diferente de Cebolinha.
c) Cebolinha achou que havia enganado o coelhinho.
d) As setas ajudaram Cebolinha a fugir do coelhinho.

Leia o texto abaixo
Agradecendo a Deus
Um turista viaja para um safári na África. Durante a excursão na savana, se perde e acaba frente a frente com um leão feroz. Ao vê-lo avançando em sua direção, pede a Deus que um espírito cristão tome posse daquele leão. Nisto, ouve-se um trovão, seguido de um grande clarão no céu. O leão ajoelha-se diante do assustado turista e começa a rezar, dizendo:
- Obrigado Senhor, por mais essa refeição!
Fonte: Piadas e para-choques nº1 – RDE – Revista das Estradas.

3. O texto acima tem a intenção de provocar risos, é um texto humorístico. O que torna o texto engraçado?
a) O trovão que clareia o céu tornando o leão bonzinho.
b) O desespero do turista frente a frente com o leão.
c) A forma como o leão agradece a refeição.
d) A atitude do leão ao agir como cristão.

Observe a charge abaixo para responder a questão:


4- O humor na charge está presente, principalmente:
a) Na pergunta da dona da galinha.
b) Na pergunta/resposta da vizinha e seu olhar.
c) No objeto apresentado pela vizinha.
d) Na expressão fisionômica das personagens.

Leia o texto abaixo:
O que você quer fazer mais tarde?
Seu futuro profissional, assim como os seus estudos, são assuntos seus. Por isso, cabe a você encontrar seu próprio caminho. Talvez ele seja diferente do caminho planejado por seus pais. Nesse caso, explique a eles as suas aspirações. Pode ser, no entanto, que você não esteja preparado para fazer uma escolha profissional. Seria preciso parar um pouco para refletir sobre as diversas possibilidades. O problema é que você tem de escolher já e definitivamente: humanas ou exatas? Inglês ou francês? Por onde começar? Em que profissão? É de deixar tonto! Mas não se culpe se você estiver desnorteado, ou se estiver se sentindo completamente bloqueado.
Fonte: Adaptação. Maria José Audercet. A vida em família. São Paulo: Scipione, 1994.

5. No texto as expressões que quebram uma sequência de ideias são:
a) No entanto, mas.
b) Nesse caso, por onde.
c) Mas, assim como.
d) Assim como, no entanto.

Leia o texto abaixo:
O consumo de álcool cresce entre os jovens brasileiros. Muitos não se preocupam com a dependência nem encaram a bebida como droga. “Mas, segundo a Organização Mundial de Saúde, o álcool é a droga mais consumida no mundo, com doze bilhões de usuários.”
Fonte: Revista Isto É/1978- 26/09/07 pág. 50.

6. A função desempenhada pela palavra destacada no texto é:
a) Comparação entre ideias
b) Adição de ideias.
c) Consequência dos fatos.
d) Finalidade dos fatos.

Leia o trecho do romance Vidas Secas de Graciliano Ramos e responda:
“Iam-se amodorrando e foram despertados por Baleia, que trazia nos dentes um preá. Levantaram-se todos gritando. O menino mais velho esfregou as pálpebras, afastando pedaços de sonho. Sinhá Vitória beijava o focinho de Baleia, e como o focinho estava ensanguentado, lambia o sangue e tirava proveito do beijo”.
Fonte: RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 32 ed. São Paulo: Martins, 1974. p.47- 9.

7. Neste fragmento do texto:
a) O narrador é Sinhá Vitória.
b) O narrador é o menino mais velho.
c) O narrador é o cachorro Baleia.
d) O narrador não é um personagem da história.

Leia o texto abaixo:
Recebi uma correspondência muito interessante de uma leitora que é mãe de uma menina de cinco anos. Ela conta que saiu com o marido para uma compra aparentemente simples: uma sandália para a filha usar no verão. O que parecia fácil, porém tornou-se motivo de receio, indignação e reflexão. (...) Existem sandálias com salto plataforma, com salto anabela, com saltinho e com saltão. Mas sandálias para a menina correr, pular e virar cambalhota, saltar, nada! Ou seja, é difícil encontrar sandália para criança, porque agora a menina tem que se vestir como mulher.
Fonte: Adaptação: SAYÃO, Rosely. Folha de São Paulo, São Paulo, 29 nov. 2001.

8. Após ler o texto responda: Os termos em negrito indicam:
a) Oposição, finalidade, explicação, conclusão.
b) Oposição, conclusão, explicação, finalidade.
c) Explicação, causa, oposição, consequência.
d) Consequência, causa, finalidade, oposição.

Leia o texto abaixo:
“Há uma geração sem palavras”
A malhação física encanta a juventude com seus resultados estéticos e exteriores. O que pode ser bom. Mas seria ainda melhor se eles se preocupassem um pouco mais com os “músculos cerebrais”, porque, como diz o poeta e tradutor José Paulo Paes, “produzem satisfações infinitamente superiores”.
Fonte: Marili Ribeiro – Jornal do Brasil, caderno B, Rio de Janeiro, 28 de dez. 1996, p. 6.

9. No fragmento apresentado, o autor defende a tese de que:
a) A malhação física traz ótimos benefícios aos jovens.
b) Os jovens devem se preocupar mais com o desenvolvimento intelectual.
c) O poeta José Paulo Paes pertence a uma geração sem palavras.
d) Malhar é uma atividade superior às atividades cerebrais.

Leia a música abaixo:
“Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.
É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal.
Não sente inveja ou se envaidece.”
Fonte: http://vagalume.uol.com.br/legiao-urbana/monte-castelo.html - Acesso em: 09/04/2016.

10. A expressão “se envaidece”, destacada no fragmento acima, refere-se:
a) Aos homens.
b) Aos anjos.
c) Ao amor.

d) Ao mal.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

LOCUÇÃO VERBAL

Há situações em que encontramos dois verbos juntos. Se estes verbos estiverem representando uma única ação verbal, então estamos lidando com uma LOCUÇÃO VERBAL.

Leia a frase abaixo, retirada de um anúncio, e observe que há a forma verbal está lendo.
Se você  está lendo este anúncio, agradeça ao seu professor.
Está  lendo é uma expressão formada por dois verbos – está  (verbo estar no presente do indicativo) + lendo  (verbo ler no gerúndio) – com o valor de um, pois equivale a lê.
Se você  lê este anúncio, agradeça ao seu professor.
Obviamente, você vai questionar que o efeito semântico não é  o mesmo. Certamente, todas as escolhas que fazemos na língua (escolha de palavras, pontuação, etc.) são aplicadas com um objetivo específico, pois dependendo da escolha, resulta um efeito diferente na mensagem.

Conceito de LOCUÇÃO VERBAL
Quando dois ou mais verbos têm valor de um, eles formam uma locução verbal, expressão que é sempre composta por verbo auxiliar + verbo principal.
·                     Está  cantando = canta
·                     Ia andando = andava
Nas locuções verbais, conjuga-se apenas o verbo auxiliar, pois o verbo principal vem sempre em uma das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
Os verbos auxiliares de uso mais frequente são ter, haver, ser, estar e ir.
Quando a locução verbal é constituída de formas dos verbos auxiliares ter e haver mais o particípio do verbo principal, temos um tempo composto.
·                     Ele já tinha saído para o trabalho quando você  me telefonou.
·                     Ele já saíra para o trabalho quando você  me telefonou.
Como podemos distinguir as locuções verbais e os tempos compostos?

Formação dos tempos compostos
Na voz ativa, como já  exemplificamos acima, os tempos verbais são compostos pelos verbos auxiliares ter ou haver + o verbo principal.
Já na voz passiva, os tempos compostos são formados pelos verbos auxiliares ter ou haver + ser + verbo principal no particípio.
·                     Temos sido beneficiados com o trabalho deste delegado.
·                     As vendas têm aumentado bastante no último mês

Formação da Locução verbal
A locução perifrástica, por sua vez, é formada pela junção de um verbo auxiliar + um verbo no infinitivo ou no gerúndio.
·                     Estamos fazendo o possível para terminar logo.
·                     Vou vender todas as mercadorias e atingir a minha meta.

Fonte:
CEREJA, William Roberto. Português: Linguagens: 
volume 2: ensino médio / William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 5. ed. – São Paulo: Atual, 2005.


CONCORDÂNCIA NOMINAL

Na concordância nominal os modificadores do substantivo (artigo, pronome, numeral, adjetivo) concordam em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural) com o substantivo.
As três amigas fiéis foram ao shopping.

Observe que o artigo “as”, o numeral “três” e o adjetivo “fiéis” concordam em gênero (feminino) e número (plural) com o substantivo “amigas”.

Observe alguns casos especiais.

a) Se o adjetivo vier depois de dois ou mais substantivos de gêneros diferentes, concordará com o substantivo mais próximo ou ficará no masculino plural.
Este texto está com conteúdo e imagem distorcida. OU
Este texto está com conteúdo e imagem distorcidos.

b) Se o adjetivo vier antes de dois ou mais substantivos, concordará com o mais próximo.
Está desligada televisão e microondas na cozinha.

c) Os termos: anexo, obrigado, incluso, próprio concordam com o substantivo.
Segue anexo à pasta o relatório da equipe.
O professor diz: Muito obrigado! A professora diz: Muito obrigada!

d) Os termos: meio, bastante, muito, caro, barato, só concordam com o substantivo.
Você está só hoje?
Tenho bastantes exames para fazer.
Esse colchão está muito caro.
Quantas horas? É meio-dia e meia. (meia hora)

Contudo, se os mesmos termos exercem função de advérbio, são invariáveis.
Ele só quer ir se for hoje.
Eles estão meio tristes, porém, ficarão melhores quando souberem.
Eles ficaram bastante animados.
Você achou que este colchão está caro?

e) As palavras: proibido, necessário, permitido, bom, quando precedidas de artigo, o adjetivo concordará em gênero com o substantivo:
A entrada é proibida.
A apresentação da carteira é necessária.
A torta está muito boa.

Entretanto, se o substantivo tiver sentido genérico, o adjetivo permanece invariável.
É proibido fumar!
Fumar não é bom para a saúde!

CONCORDÂNCIA VERBAL


Concordância é a harmonia de flexão das palavras na frase.
Principais regras de concordância verbal:

1) Concordância do verbo com sujeito simples:
Como regra geral, o verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa.
Ex.: O aluno pediu explicação.

As lembranças felizes acompanharam-no por toda a vida.    Sumiu na estrada o carro policial.
Atenção: Não importa a posição do verbo (antes ou depois do sujeito simples), a concordância é sempre feita com o núcleo.

2) Concordância do verbo com sujeito composto:
A) Sujeito composto antecedendo o verbo: a forma verbal vai para o plural.
Ex.: O professor e os alunos chegaram atrasados.

B ) Sujeito composto posposto ao verbo: a forma verbal vai para o plural, ou pode concordar com o núcleo mais próximo.
Ex.: Chegaram à noite o professor e os alunos.     Chegou à noite o professor e os alunos.

Casos especiais de concordância verbal
1) Expressão MAIS DE, MENOS DE, CERCA DE, PERTO DE + numeral: o verbo concorda com o numeral que vier imediatamente à frente.
Ex.: Mais de um aluno faltou à prova.      Mais de cem alunos fizeram a prova.
Atenção: Quando mais de um indicar reciprocidade, o verbo fica no plural.  Mais de um deputado se acusaram.

2) O verbo vai para a 3ª pessoa do singular:

a) Sujeitos resumidos por TUDO, NADA, NENHUM, NINGUÉM.
Os livros, os cadernos, tudo estava desarrumado.  Os alunos, o bedel, o diretor, nenhum sabia de nada.

b) Sujeitos ligados por OU / NEM com ideia de exclusão.
José ou João será o presidente do clube.   Nem José nem Pedro ocupará o cargo.
Atenção: Com valor excludente, o verbo vai para o plural.    Santos ou Guarujá são excelentes lugares para as férias.     Nem a chuva nem o frio impediram que ela saísse.

c) Pesos, medidas, quantidades, seguidos de V. SER.
300 dólares é bastante.                      Trinta anos é uma eternidade!

d) CADA UM (A)               Cada um dos alunos declamou na festa.

e) NENHUM (A)                  Nenhum de nós achou graça.

f) Sujeito Indeterminado + part. SE            Dizia-se que o mundo iria acabar.

g) UM OU OUTRO             Um ou outro vestido lhe fica bem.

h) QUEM como sujeito         Somos nós quem paga.

i) Verbos Impessoais fazer (= tempo) e haver (=existir) - V. fenômeno meteorológico
Há pessoas interessantes aqui.                       Faz horas que...

3) O verbo vai para o plural ou singular:
a) Quando os sujeitos são sinônimos.                       A ira, o ódio o consumia (consumiam).
b) Quando o sujeito está em gradação.                     Um olhar, um gesto, uma palavra  basta. (bastam)
c) Quando se quer ressaltar o 1º sujeito.                   Pedro, como seus irmãos, nasceu na Bahia.                                                                                               (nasceram)
d) Sujeito: GRANDE PARTE, A MAIOR PARTE, A MAIORIA, UMA PARTE seguido de nome plural.
A maior parte dos soldados correu. (correram)

4) O verbo vai para o plural:
a) UM E OUTRO, NEM UM NEM OUTRO          Um e outro ficaram reprovados.
                                                                                  Nem um nem outro passaram de ano.
b) UM DOS... QUE, UMA DAS... QUE                 Sou um dos que compraram a rifa.
c) QUAIS DE VÓS, ALGUNS DE NÓS                Quais de vós sois patriotas?
                                                                                 Alguns de nós estivemos lá.
d) CONCORDÂNCIA COM O ARTIGO              Os Estados Unidos concordaram.

e) Sujeito = tudo, o, isso, aquilo + Predicativo do sujeito no plural              
                                                                                  Tudo eram flores.       Isto são mentiras. 

PRINCIPAIS REGRAS DE ORTOGRAFIA


Orientações Gerais
1) Devemos empregar "ss" em todos os substantivos derivados de verbos terminados em "gredir", "mitir", "ceder" e "cutir".  Exemplos:


AGREDIR / AGRESSÃO
PROGREDIR / PROGRESSÃO
REGREDIR / REGRESSÃO
TRANSGREDIR / TRANSGRESSÃO
ADMITIR / ADMISSÃO
DEMITIR / DEMISSÃO
OMITIR / OMISSÃO
PERMITIR / PERMISSÃO
TRANSMITIR / TRANSMISSÃO
ACEDER / ACESSO
CEDER / CESSÃO
CONCEDER / CONCESSÃO
EXCEDER / EXCESSO, EXCESSIVO
SUCEDER / SUCESSÃO
DISCUTIR / DISCUSSÃO
PERCUTIR / PERCUSSÃO
REPERCUTIR / REPERCUSSÃO



2) Devemos empregar "s" em todos os substantivos derivados de verbos terminados em "ender", "verter" e "pelir".  Exemplos:


APREENDER / APREENSÃO
ASCENDER / ASCENSÃO
COMPREENDER / COMPREENSÃO
DISTENDER / DISTENSÃO
ESTENDER / EXTENSÃO
PRETENDER / PRETENSÃO
SUSPENDER / SUSPENSÃO TENDER / TENSÃO
VERTER / VERSÃO             
REVERTER / REVERSÃO
CONVERTER / CONVERSÃO
SUBVERTER / SUBVERSÃO
EXPELIR / EXPULSÃO
REPELIR / REPULSÃO



3) Devemos empregar "ç" em todos os substantivos derivados dos verbos "TER" e "TORCER", mais seus derivados.  Exemplos:


ABSTER / ABSTENÇÃO
ATER / ATENÇÃO
DETER / DETENÇÃO
MANTER / MANUTENÇÃO
RETER / RETENÇÃO
TORCER / TORÇÃO
DISTORCER / DISTORÇÃO
CONTORCER / CONTORÇÃO



EMPREGO DO S OU DO Z

1. Os sufixos "ês" e "esa" são empregados na formação de nomes que designam profissão, títulos honoríficos de posição social, assim como em palavras que indicam origem, nacionalidade.
Exemplos: burguês, camponês, marquês, português, japonês, francês, burguesa, camponesa, marquesa, princesa, portuguesa, japonesa, francesa etc.

2. São grafadas com o sufixo "isa" as palavras que indicam ocupações femininas:  poetisa, profetisa, papisa, sacerdotisa, pitonisa.

3. Os sufixos "ez" e "eza" são empregados para formar nomes abstratos que derivam de adjetivos.  Exemplos:


ADJETIVOS / DERIVADOS

agudo / agudez escasso / escassez
estúpido / estupidez
límpido / limpidez
gago / gaguez 
honra / honradez
inválido / invalidez
intrépido / intrepidez
macio / maciez
rígido / rigidez
sensato / sensatez
sisudo / sisudez 
surdo / surdez
avaro / avareza
belo / beleza
certo / certeza  
rijo / rijeza
duro / dureza 
esperto / esperteza
justo / justeza
nobre / nobreza
pobre / pobreza
rico / riqueza
singelo / singeleza


4. Com "z",  normalmente, são grafadas palavras derivadas de outras em que já existe o "z", e verbos terminados pelo sufixo "izar", em cujos radicais das palavras que lhes deram origem possuam ou não a letra z.

Exemplos: balizado (baliza), arrazoado, razoável (razão), canalizar, finalizar, industrializar, organizar, utilizar, arborizar, dinamizar, regularizar, cicatrizar (cicatriz), envernizar (verniz), enraizar (raiz), deslizar (deslize) etc.
Observação: Os verbos terminados em "isar", com "s", têm apenas como sufixo as letras "ar", pois as letras "is", neste caso, fazem parte do radical da palavra que deu origem ao verbo.


análise / analisar
aviso / avisar
improviso / improvisar
pesquisa / pesquisar



EXCEÇÃO: Apesar de originar-se da palavra "catequese", que possui um "s" em seu radical, o verbo catequizar deve ser grafado com "z", pois a sílaba átona final de catequese foi suprimida para se inserir o sufixo "izar" na formação do verbo.

5. Grafam-se com "z"

as palavras derivadas com os sufixos "zada, zal, zarrão, zeiro, zinho, zito, zona, zorra, zudo". O "z", neste caso, é um infixo. Ex.: pazada, cafezal, canzarrão, açaizeiro, papelzinho, cãozito, mãezona, mãozorra, pezudo

Observação: Em palavras como "asinha, risinho, risada, casinha, caseiro, casebre", o "s" pertence ao radical dos vocábulos de origem (asa, riso, casa).

6. Também grafa-se com "s":

_ Após os ditongos;  Exemplos: lousa, coisa, causa, Neusa, ausência, Eusébio, náusea.
_ Nas formas dos verbos "pôr" (e derivados) e "querer";  Exemplos: pus, pusera, pusesse, puséssemos; repus, repusera, repusesse, repuséssemos; quis, quisera, quisesse, quiséssemos.

EMPREGO DO C E DO QU

Existem palavras que podemos escrever com "c" e também com "qu".
Exemplos:


catorze / quatorze
cociente / quociente
cota / quota
cotidiano / quotidiano
cotizar / quotizar


Observação: As palavras a seguir, porém, possuem uma só grafia: "cinquenta, cinquentenário, cinquentão, cinquentona."

EMPREGO DO X E DO CH

Deve-se empregar o "x" após os ditongos (encontros vocálicos = vogal + semivogal em uma mesma sílaba).  Exemplos: ameixa, feixe, caixa, trouxa, frouxo, gueixa, peixe, peixada, queixo, queixada, eixo, baixo, encaixar, paixão, rebaixar etc.
EXCEÇÃO: recauchutar (mais seus derivados) e caucho (espécie de árvore que produz o látex).
Emprega-se também o x:
_ Após as sílabas "en" e "me". Exemplos: enxada, enxurrada, enxame, enxaqueca, enxerido, enxovalho, enxugar, mexer, mexilhão, mexerico, mexerica, mexicano etc.
Observação: Palavras como "enchente, encharcar, enchiqueirar, enchapelar, enchumaçar", embora se iniciem pela sílaba "en", são grafadas com "ch", porque são palavras formadas por prefixação, ou seja, pelo prefixo en + o radical de palavras que tenham o ch (enchente, encher e seus derivados = prefixo en + radical de cheio; encharcar = en + radical de charco; enchiqueirar = en + radical de chiqueiro; enchapelar = en + radical de chapéu; enchu- maçar = en + radical de chumaço).
EXCEÇÃO: Em relação à regra da sílaba "me", uma exceção é O SUBSTANTIVO "mecha"; não confundir com a forma verbal "mexa" do verbo mexer que deve ser grafada com x.
_ Nas palavras de origem indígena ou africana e nas palavras inglesas aportuguesadas.
Exemplos: xavante, xingar, xique-xique, xará, xerife, xampu.
Outras palavras com X: bexiga, bruxa, caxumba, laxativo, laxante, maxixe, paxá, muxoxo, quixotesco, rixa, xarope, xícara, xucro, xereta, capixaba, faxina, lixo, graxa, praxe, puxar, relaxar, roxo, xaxim, xenofobia.
Outras palavras com CH: charque, chiste, chicória, chimarrão, ficha, cochicho, cochichar, estrebuchar, fantoche, flecha, inchar, pechincha, pechinchar, penacho, salsicha, broche, arrocho, apetrecho, bochecha, brecha, chuchu, cachimbo, comichão, chope, chute, debochar, fachada, fechar, linchar, mochila, piche, pichar, tchau.

Existem vários casos de palavras homófonas, isto é, palavras que possuem a mesma pronúncia, mas a grafia diferente. Nelas a grafia se distingue pelo contraste entre o x e o ch.  Exemplos:


brocha (pequeno prego)                      
broxa (pincel para caiação de paredes)
chá (planta para preparo de bebida)
xá (título do antigo soberano do Irã)
chalé (casa campestre de estilo suíço)
xale (cobertura para os ombros)
chácara (propriedade rural)
xácara (narrativa popular em versos)
cheque (ordem de pagamento)
xeque (jogada do xadrez)
cocho (vasilha para alimentar animais)
coxo (capenga, imperfeito)


tacha (mancha, defeito; pequeno prego); daí "tachar": colocar defeito  ou nódoa em alguém ou em algo.
taxa (imposto, tributo); daí "taxar": cobrar impostos.